Inovação financeira e o papel estratégico do compliance no Brasil | Futuro do Compliance
Transcrição
Olá, seja muito bem-vindos ao futuro do compliance, o podcast da OK. Eu sou Bruno Rodrigues CEOE, fundador da OK. AOK é hoje o maior portal de conteúdo sobre compliance do Brasil. Nós reunimos uma comunidade de dezenas de especialistas que produzem cursos, artigos e vídeos para formar e ajudar profissionais e empresas a entender e antecipar as normas que mudam o jogo. E com a nossa plataforma, ok, compliance, a gente tenta transformar aquele mar de exigências regulatórias em sites acionáveis por meio da nossa IA proprietária, nossa inteligência artificial treinada especificamente para esse ambiente brasileiro. A gente está vivendo hoje um momento decisivo para o compliance, inteligência artificial, criptomoedas, open finance, ESG, cibersegurança e regulações, cada vez mais dinâmicas que estão remodelando o mercado a uma velocidade inédita. Então, aqui, a cada episódio, a ideia é a gente trazer convidados de peso para decodificar, ajudar a gente a entender essas tendências. E mostrar caminhos concretos para tornar o compliance mais estratégico, mais ágil, mais acessível. Muito bem, no episódio de hoje, a pauta é a convergência entre inovação bancária e compliance, né? A gente vai falar sobre como lançar produtos financeiros de ponta sem desafinar com as normas contábeis e regulatórias. E os nossos convidados aqui? Hoje é são 2 começo pelo Eric Barreto. O Erick, cofundador e conselheiro aqui dá OK. Ele é doutor em contabilidade Controladoria pela FEA, na USP. Autor de livros sobre contabilidade bancária, instrumentos financeiros e valor justo. E a professora no Insper desde 2012. Eu falei agora há pouco com cuidado aqui para não desafinar, porque o Erick também é cantor e compositor e lançou recentemente seus primeiros hits no Spotify. Para conhecer o trabalho do Eric, pesquisem por Eric b Eric be certo, Eric? É isso aí? Seja muito bem-vindo. Obrigado, bom dia, boa tarde, boa noite. E nosso outro convidado é o Rodrigo bruni, também conselheiro da OK. Antes de chegar aqui, o bruni liderou desenvolvimento de negócios e produtos em empresas como a open cor. Onde ele foi nosso cliente também e lançou soluções bnpl e outras soluções de crédito digital. O Bruno é formado pela ESPM, com especialização em finanças no Insper. E ele traz essa visão de quem viveu os frontes de produto, de crescimento e de relacionamento com reguladores em bancos e fintechs. Certo bruni? Isso aí, obrigado aí por receber a gente. Prazer, sejam muito bem-vindos. Estão juntos o Erick, o Bruno. Conhecem os 2 lados do balcão, né? Do do. Tem o rigor contábil ali e o ritmo acelerado da inovação é no mesmo grupo aqui. Então vamos lá pro nosso primeiro episódio, ajuste seu volume, pegue seu café e vamos começar. Então, pessoal, é quando a gente olha para o mundo hoje, né? Poucos países tiveram uma década assim tão acelerada quanto o Brasil. Em termos de infraestrutura financeira, né? Então Samara tona. Aí começa é lá para 2013, né? Com a primeira onda de licenças light. Para instituições de pagamento, né? Aí passa pelas SCDS que baratearam crédito digital. Depois explode com o Pix, né? No começo da década. E hoje o Brasil é referência global em pagamentos instantâneos. EE aí ganha novas camadas, ainda com ACVM 175. Né, há poucos anos que redesenha aí as regras dos fundos. EE, agora o Bacen entra nessa fase nova de constar o mercado sobre banking as a service, então em menos de 10 anos a gente mudou 5 vezes a forma de iniciar e escalar um negócio financeiro. Então a pergunta que eu começo fazendo pro Eric, né? Que o Eric acompanha esse setor desde bem antes dessa sequência. Não precisamos nem falar quão antes, né, Eric? Melhor não. Mas o Eric que tem esse conhecimento aí tão longo, como enxerga essa curva de inovação, Eric? Legal? Bom, primeiro, é importante a gente lembrar que o Brasil sempre foi inovador nessa área. É, eu lembro desde quando eu comecei a trabalhar aí Na Na área bancária, na área financeira. Eu vejo muita inovação e vou lembrar aqui que o Brasil já tem um sistema de pagamentos instantâneos desde 2001, né? Ele não funcionava 24 por 7 como é o Pix hoje? Mas tecnologia? Em termos de tecnologia, isso já existe desde OSPB lá em 2001, né? Lembro de uma outra. É, é uma grande inovação aqui do do Brasil. Essa não é tão relacionada AA reguladora. A banco central, mas um grande banco, o Itaú, há uns 2025 anos atrás, é usou uma solução de logística, uma solução da da SAP. Que era uma solução de estoques e logística. E ele simplesmente colocou isso numa rotina pra otimizar o estoque de dinheiro, né? O estoque de numerário e a logística dos carros Fortes, né? Então é é assim, esse setor já é bastante inovador há muito tempo. E aí você falou é corretamente, né? Que em termos de normatização, essa onda começou mais ou menos ali em 2013, né, com AA normatização das instituições de pagamento. Mas esse movimento, ele no mundo, ele tem um início ali mais ou menos em 2008, com a crise mundial, né, que vários países do mundo é se perguntam que que deu errado? Em termos de gestão de risco. E em outras é é em outra frente também que que a gente pode melhorar aqui em termos de concentração, as instituições em vários países do mundo. Aqui no Brasil a gente percebe isso, né? É de uma concentração muito grande em poucas instituições. E a desbancarização, né? Aí falando principalmente de países como. Brasil, EE países. Não tão desenvolvidos, né? Então, a partir desses problemas, surgiu. Iniciativas mundo afora. E esse termozinho que a gente usa, né? O fintech aí 2013 v regulação das instituições de pagamento aqui no Brasil. Nubank, né? Foi fundado nessa nessa época, um pouquinho mais pra frente, 2018. Veio a regulação da sociedade de crédito direto, das sociedades de empréstimos entre pessoas, né? E só pra finalizar a minha fala. Fazendo uma conexão aqui, apesar da regulação dessas sociedades de empréstimos entre pessoas sede, 2018, a primeira sociedade de empréstimos entre pessoas, que é a que faz empréstimo peer-to-peer. Aqui do Brasil ela nasceu em meados de 2010 2011. Só que não existia regulação, então o que que aconteceu? Regulador multou e essa empresa acabou fechando as portas. Perfeito, perfeito. EEE bruni. E aí pensando, né? Do ponto de vista de produto e groth, né? Crescimento qual desses Marcos te parece que foi o maior destravador de modelos de negócio, né? Olha, vou dizer que. Cada um deles teve a sua importância, né, na história? Mas acho que um case muito importante pro Brasil e pro mundo foi o Pix, né? Ele nasceu ali praticamente na pandemia. Mas ele foi também uma alavanca de bancalização do brasileiro, como o Erick tinha comentado agora que era muito desbancalizado, né? EE, isso teve uma mudança muito grande no mercado. E conectando um pouquinho aqui com o crédito. A gente tinha esteiras de crédito, né? Já com fintechs usando OSCD é EE originando, mas que o depósito ainda era viated, que é até um certo horário caia no mesmo dia, depois de um corte de horário, caía no dia seguinte. E o Pix ele chega também impulsionando. Isso porque o crédito que antes digital poderia ter algumas horas para recebimento, ele começa a virar um crédito instantâneo. O Pix ele traz essa essa novidade para o negócio. EE, Eu Acredito assim que o que mudou? Assim, o Panorama, a praxe. Fintechs aqui no Brasil. Né? Apesar de ter esse Monte de licença para elas poderem, né? É evoluir. É. De fato, o Pix foi um dos é. Que mais teve efeito assim Na Na sociedade? Perfeito, maravilha é EE, é tanta inovação, né, pessoal? O Erick comentou, é, vi que essa inovação já vem de tanto tempo, até antes dessa, é dessas tendências mais novas. OOOO ambiente também para o banco brasileiro. É um ambiente muito desafiador, que cria esses bancos super inovadores, né? E a gente chega em outra inovação muito interessante também, que é esse ecossistema todo. De banking ex a service, né? Aonde qualquer founder hoje consegue colocar uma fintech no ar, plugando ali a licença de um parceiro, né? De banking a service. Então você aluga o seu backbonne regulatório por assinatura. Tem vários sabores, pode alugar um. Um pedaço mais da infraestrutura básica ou da interface até a parte regulatória também pode já estar incluída nisso. E aí isso democratiza a entrada de novos players, mas cria dependências, né? AA operação e o compliance passam a ser. Compartilhados e a conta final chega de um jeito ou de outro, então é Eric. Quais vantagens competitivas você vê que esse modelo traz? De imediato. E que armadilhas contábeis ou de governança você já viu aí na sua experiência? É estourar quando? Quando a escala chega. É, acho que a principal vantagem é a queda da Barreira de entrada, né? Você tinha uma Barreira muito grande. Imagina que você para entrar nesse mercado. Você precisa abrir um banco, então você precisa ter um capital alto. Você precisa de autorização do banco central. Para obter essa autorização, você tem que indicar é um número de de diretores, né, que tenham experiência bancária. Você tem que fazer reportes para o banco central, uma série de de reportes, né? Sendo o banco. É o banco central. Olha de uma forma diferente para essa instituição, né, em termos de de risco sistêmico, em termos de risco para um. Tomador de crédito ou para um depositante, né? Aí sim, você criando, vamos falar antes de falar do do do do do banking as a serce. Falar de dessas instituições mais enxutas, como instituições de pagamento, sociedade de crédito direto, por exemplo, né? Em vez de você criar um banco, você cria uma entidade mais especialista. Então, o risco sistêmico é menor, o banco central exige menos dessas instituições, em termos de capital, em termos de controle, para dar uma autorização. É, é claro que ele vai ser diligente, mas ele não precisa de tantas é informações, tantas exigências, né? Como ele precisaria pra dar autorização pra um banco? Então cai Barreira de entrada. É essa briga pela concentração, pela diminuição da concentração bancária. É, ela fica um pouco mais. É animada, né? Com esses novos entrantes, e você? Beneficia a entrada de especialistas, uma instituição que se especializa. Em um determinado produto, né? E entra a pequenininha, ela pode entrar pequenininha e ganhando o mercado ao longo do tempo. Né? Você falando de armadilhas? Olha, é, eu penso em 2. Aqui é uma que é. A gente já tem, tem há há muitos anos. A gente tem bancos menores, né? Bancos mesmo. Instituições que são constituídas como bancos, mas que são bancos de nicho. Bancos que atuam. Por exemplo, é é atendendo pequenas empresas ou médias empresas, né? Ou bancos dedicados a crédito rural. São bancos mais é. É de nicho. Esses bancos, por terem licença de banco, eles chegaram em uma situação que eles perceberam uma desigualdade, né? Fala bom, banco central criou licenças mais enxutas. Onde entraram várias novas entidades, agora a gente está brigando com essas entidades. Algumas delas ficaram muito maiores. Do que os bancos de nicho, né? Não precisam citar nomes aqui, mas vocês sabem de várias. É entidades aí que começaram fintechs e hoje são entidades bastante robustas. E esses bancos de nicho continuam sendo bancos de nicho. Aí em que momento que eles é? Se percebem, eles estão pequenos perto dessas entidades que surgiram e cresceram. Eles continuam sendo pequenos bancos de nicho, mas tem uma exigência grande por serem bancos. Então essa é a é a primeira armadilha. A outra aí falando mais especificamente do do banking as a service, né? A gente tem questões de de controles aí que acho que a gente vai ter oportunidade de falar mais pra frente também é, mas a gente viu aí, é algumas instituições criminosas. É PCC, comando vermelho, né? Que estavam fazendo o quê? Eles estavam movimentando contas dentro de uma instituição de banking esa-service porque, bah, por que que eles não faziam? Não fazem isso dentro de um banco, porque o banco tem que reportar toda a movimentação dele em conta corrente. Ele tem que reportar para o banco central fazendo isso dentro de uma instituição, de um banking as a service. Esse bem qui esa service? Ele não tem licença de é junto ao banco central, ele não tem licença de de banco, ele não tem licença de instituição de pagamentos. Né? Mas o que que ele tem? Ele tem um contrato com uma instituição que tem essa autorização, tá? Vamos chamar de banco x. Tá então esse banco x, ele libera uma conta de movimentação, aí uma conta de liquidação para essa empresa que é o banking as a service e essa empresa. Ela vai reportar pro pro banco que ela tem contrato pro banco liquidante, ela vai reportar a movimentação dela, mas o que aconteceu aí em 11 caso específico que eu estou? Lembrando que eu estou mencionando é que essa instituição não reportou quem eram os beneficiários finais dessa conta, né? Ela não colocou lá que essa movimentação veio do correntista. AB ou c? Então tinham movimentações ali de entidades criminosas dentro de uma instituição, de um banking ex-a-cer que tava tudo é conectado aí a. Há um banco, né? Há uma entidade que tem autorização do do banco central no final. Perfeito, excelente. EE Bruno, passando a bola para você, agora com ACVM 175. Os fundos de recebíveis, que antes estavam restritos, né? A investidores qualificados, eles passam a poder captar no varejo e para as fintechs de crédito, isso significa acesso a um oceano de funding que antes exigia estrutura de securitização complexa. Dependia dos bancos, né? Então a pergunta é. Como que essa abertura muda, na sua visão, a estratégia de captação e o roadmap de quem opera crédito? Nesse modelo fintech. Tá, atualização, eu vou chamar essa CBM 175 que aconteceu. Ela é muito boa porque ela traz uma modernização para o nosso mercado de capitais aqui brasileiro, principalmente para os investimentos. E como você falou do feeddic, né? Pro pro varejo? É, mas aqui, olhando no contexto, e aí eu vou olhar muito mais. É especificamente para as fintechs de crédito, né? Quando elas. Olham para isso. Um dos principais desafios que elas têm é captar, né? Dinheiro para emprestar, porque elas não podem fazer alavancagem dentro dessas licenças? Lights? Né? É isso é uma da dos desafios que o banco central deu para essas empresas. É e é para ajudar a proteger o sistema de fato, né? E aí as fintechs. Ao longo dos anos, algumas delas viraram financeiras para poder emitir, né? É CDBSRDBS. É instrumentos para captar, né? Dinheiro no mercado do varejo. Mas grande parte delas já trabalhava com fidcs, né? Que antes só era acessado por investidor profissional, investidor qualificado e alguns também faziam emissões. Ali é estruturadas via debêntures, securitização e por aí vai, tá? O que é que eu vejo quando Oo mercado faz essa, esse, esse movimento, né? Eu acho que o banco central fez um movimento muito certeiro para para. Para dar essas licenças Lights para o mercado e poder. É diminuir a Barreira de entrada e ter mais competidores no crédito. Porque o crédito no Brasil é muito caro, né? É? Inclusive a nossa Selic tá super alta, né? Enquanto a gente tá falando, tá lá por volta dos seus 14. É, e aí as fintechs, elas começam a desistir um pouquinho agora de a virar a financeira, porque eu fdi, que vai começar a chegar nas prateleiras das principais plataformas ali de investimento que o varejo usa, né? É claro que ainda é ilimitado. O investidor, ele vai poder só entrar numa quota sênior, que tem um pouco menos de risco do que uma quota mezenino e uma quota Junior. Normalmente, a quota Junior sempre é o founder da fintech. E a própria fintech em si é, mas isso vai ajudar muito, porque isso vai destravar valores que as fintechs tinham muita dificuldade de acessar, né? É, e se isso realmente der certo, né? Nesse mercado brasileiro, é, a gente vai evoluir para um mercado muito mais líquido, aonde vai ter punching. É mais disponível para crédito. E, consequentemente, o ecossistema do crédito vai melhorar, né? A gente vai conseguir ter menores taxas para os clientes. Menores taxas trazem. Algumas vezes, né? Mas nem sempre melhores inadimplências é e o e o ecossistema vai vai rodar muito melhor. Então, assim, eu acho que a gente está num caminho muito bacana assim no Brasil. É, está sendo muito pioneiro nisso. EE, Eu Acredito muito nesse potencial das fintechs brasileiras. Muito bem, bom, pessoal, outra coisa pra gente falar é. A gente já falou um pouquinho do Pix, né? Entrando um pouco mais nisso, pics virou utilitário nacional. É todo ano. Aí o banco central divulga números mais impressionantes, né? Sobre o número de usuários e o número de transações. E em paralelo a isso, o open finance é está conectando dados bancários. Há poucos cliques, né? E agora discute-se impor requisitos formais a quem oferece bem-cinesa service. Então promete virar algo também de um tamanho super legal. E no fim, a gente tem uma malha de APIs bancárias onde cada pedaço da iniciação de pagamento ao motor de crédito carrega obrigações de risco, segurança de liquidação. Então perguntar primeiro para o bruni, qual combinação? Prática de open finance mais Bass não é mais banking as a service. Tem potencial para virar killer feature em 2025? Né, pra virar aí Oo Pix dessa área? Olha, eu vou dizer que. É difícil escolher qual vai ser a killer feature aí pro pro, pro ecossistema aí do do open finance com com Pix e Bass, mas assim a gente já vê um sinal do mercado e até do nosso antigo presidente do banco central, em que ele já dizia que vai existir um app de transação financeira que não é banco. Né? Porque o open finance vai permitir esse acesso à informação. O open finance vai permitir a iniciação de pagamentos. É, a gente já tem ou a iniciação de pagamento sem redirecionamento, né? Então você dá uma autorização e já consegue fazer pagamentos, né? Instantâneos. É, então é um assim, eu acho que a combinação disso tudo, né? É, eu acho que vai gerar ali novos negócios, novas empresas. Nesse mundo financeiro aqui do Brasil que a gente vai ver e. Aqui tem um ponto que é super estratégico e é uma reflexão que tá todos os bancos fazendo as novas fintechs e por aí vai, né? Todo mundo briga pela principalidade do cliente, né? Mas por quê? Porque, pô, todo mundo quer ver o cliente transacionar ele, receber os valores dele, que seja de salário. É freelance e tudo mais. É porque ali ele consegue remunerar. É no fim do dia, em cima do cliente, a conta, as transações e por aí vai. Né? É quando a gente olha que tem a possibilidade de existir fintechs plugadas no open finance, né? É EE fazendo transações. Sem ser o banco, né? Isso abstrai, né? De uma maneira assim incrível. Quem é o dono do cliente? Tá porque no fim do dia o cliente vai virar dono da sua, do no fim do dia, das dos seus dados, da da sua transação, e ele vai escolher quem ele quer. É, dá essas informações, compartilhar e usar, né? É. Então eu acho que a gente vai ter agora um pulo de inovação muito legal, que vai ser uma inovação na experiência do usuário. Que alguns bancos ficaram para trás, outros já estão, né? Fazendo coisas muito legais. Tem aplicativos já muito bons bancários. A gente sempre foi pioneiro também, o Brasil como um todo, inteira aplicativos, bolos bancários, na é. Mas eu acho que a gente vai dar um próximo passo. Não é à toa que já nasceram aí alguns bancos de WhatsApp. Aonde você já consegue fazer transação de pedir conta e por aí vai. E isso é muito legal. Isso é isso é 11 Fronteira. Que no fim do dia a gente está mostrando para o mundo, né, a capacidade financeira que o Brasil tem, né? Então não sei dizer exatamente uma killer feature assim que vai vai revolucionar, mas Eu Acredito muito nessa tese que que Oo Roberto Campos, né? Já defendia que vai existir essas fintechs da experiência bancária, independentes da licença bancária. Vai meu puxar a nossa barra para um nível muito alto. O open finance, que é o é o killer de forma open finance é o killer, exatamente. Maravilha e aí, Eric, né? Voltando para a parte de controles, a fintech começa a oferecer contas, pagamentos, créditos de terceiro em volume. Que que a gente vai ver aí de falhas, né? De controles internos, né? EE, como evitar? Eu vou vou juntar esses 2 assuntos que você trouxe aí Na Na questão do do Bruno, né? O primeiro, o open finance. Olha a complexidade desse negócio, né? Você tem por um lado compartilhamento de informações de cliente e ao mesmo tempo surgindo é é a. Lei geral de proteção de dados, né? Então são 2 é 2 pratinhos aqui pra pra gente equilibrar, né? A simultaneamente. Open finance também imagina que uma operação pode ser iniciada em uma instituição e ser liquidada em outra, né? Olha a complexidade de controle dessas coisas, né? Que vão. Você você vai demandando aí? Vamos falar do do banking as a service, uma empresa oferece produtos financeiros por meio de uma instituição autorizada pelo banco central. Então, essa instituição que é autorizada pelo pelo banco central, ela reporta, obviamente, né, pro pro banco central, os empréstimos que foram concedidos, as contas que foram movimentadas, e assim por diante. Enquanto a empresa que atraiu o cliente que ofereceu para ele esse empréstimo ou um cartão, por exemplo, ela vai ter um controle paralelo dessas movimentações. Né? Então, à medida que essas que que que esse volume vai crescendo se você não tem seus sistemas assim, ajeitadinho sistema de controle. Afinadinho, cara, vai, vai. Criando uma bola de neve, né? Que AA conciliação manual conciliação é aquela atividade que você olha para um sistema, olha para outro. EE tenta conciliar as informações, ver se as informações estão batendo, né? No nos 2 sistemas é tem 11 caso real aqui eu só não vou citar o nome da da instituição, tá? Mas é uma instituição de pagamentos que é foi lançada aí, sei lá, uns 34 anos atrás, talvez. Ponto. É por aí, uns 4 anos atrás. EE, ela é uma instituição que, no início dela, ela já tinha um problema de conciliação. Por quê? Ela era a aliás, ela. Ela. Não era instituição de pagamentos. Ela liquidava em uma instituição e ela era bem-cinesa service. Tá? E aí? Desde o início, ela sabia que ela tinha um problema. É de conciliação do sistema lá do do da instituição liquidante e do sistema interno dela. Ela veio fazer uma consulta Na Na minha empresa, né? Se a gente poderia fazer um projeto de conciliação? Hora que eu dei o preço. Posso falar? Não está muito caro, está bom, não é? Se se cada um seguiu sua vida, passou 6 meses. Aí a auditor está reclamando tal é o problema de conciliação que era 1000000 virou 15000000. Aí pediram, pediram proposta de novo. Falei, bom, agora aumentou porque o trabalho aumentou também, né? Aí deu mais 6 meses ou um ano. Os caras vieram de novo com o mesmo problema. Só que o problema já era gigantesco. Né? É, é cada vez que ele vinha, pedia uma. Devia pedir para outras empresas também. Ele achou cara AAA proposta da minha empresa. E a dos concorrentes também. Porque ele não contratou ninguém, né? Pra pra fazer o trabalho. E também não fez internamente, né? No fim, a instituição acabou. Quebrando acabou é tendo 11 problema justamente por causa dessa, dessa falta de conciliação. Né? É, vê que um problema aqui ele começou pequenininho e a gente poderia, de início, fazendo 11 trabalho de conciliação ali. Às vezes você identifica um problema em um sistema. E você vê o seguinte, tipo toda, vou vou dar um exemplo aleatório aqui, ó, toda vez que a empresa recebe um Pix. É, sai um, é feito um lançamento errado. Tá um exemplo? Só que isso, pô. Toda vez que acontece um Pix, acontece um lançamento errado. É se ela recebe milhares de Pix. Você vai ver que esse problema se repete milhares de vezes. Mas se você corrigir isso no sistema uma vez, você vai corrigir o erro. Milhares de milhares de erros, não é? É só que aí, depois que esse negócio cresce, vira 11 monstro, né? Parece que o negócio é que o que o monstro é maior do que ele é de fato. Né? Então você tem que pegar esses probleminhas de conciliação, preferencialmente antes da instituição ir pro ar, né? Preferencialmente não, não. Período de homologação, mas se já foi pro ar. Cara, faz um acompanhamento ali dia a dia para não dar esse é, é, é, é pra pra esse monstro não crescer tanto. É o que você disse, né? O custo é bem mais alto depois que o negócio já está rodando, vai multiplicando o número de transações e aí é 11. Problema fica bem maior. Tchau. Perfeito EE é nessa linha também, pessoal Oo Bacen, né? É o regulador favorito de todo mundo, porque ele é o mais, né? É o é o que mais trabalha, que mais divulga coisas que mais. Evolui por necessidade também das novas tecnologias, as novas tendências. Ele publica instruções normativas, resoluções, circulares, né? Semanalmente, todos os dias tem alguma coisa sendo divulgada ali. Quase todos os dias. CVM também tem um ritmo de divulgação bom, não é? É. E a receita federal acaba afetando aí a contabilidade de 1 hora para outra também com com com as suas divulgações. E aí, na prática, as equipes que capturam essas mudanças a tempo acabam corrigindo Balanço é no né? Nos 45 minutos ali do segundo tempo. Ou pior, explicando essas falhas para os reguladores. Então é, queria falar comigo, perguntar para vocês agora, mas já, né? Uma pergunta um pouquinho enviesada essa aqui, porque a gente vai falar do OK? Compliance também dentro dela. Não é, mas talvez tenha outras coisas que vocês queiram trazer também. Nós temos uma solução que ajuda as equipes a na OKA ficar por dentro do que que está acontecendo, não é? É um Panorama regulatório não só do que que está sendo divulgado, mas tudo é biblioteca que já foi divulgada, o que que está se avizinhando também, seja em fase de consulta pública ou de notícia ali nos reguladores. E Eric, né? Além do key compliance, né? Ou até falando um pouquinho sobre o key compliance. Que rituais, que sistemas recomenda? É para transformar essa nova norma que está saindo, né? Em ajuste contábil antes que ela vire um fining de auditoria. Eu vou falar de forma genérica sobre qualquer tipo de normatização, não só normatização contábil, de riscos, que são as que eu costumo trabalhar mais, né? Mas. De forma geral, AA palavra que é governança. Quem é o pai ou a mãe da criança tem que ter alguém responsável para fazer a capitação dessas normas. Mesmo que você é delegue isso para um sistema, né? Ou ok. Compliance, por exemplo, você tem que ter alguém recebendo essa informação, olhando para essa informação, alguém que seja responsável, né? Pela captação das normas. Depois transformar isso em um projeto, né? Porque primeiro você trouxe lá um caminhão de normas. Depois você vai ver daquilo lá, vai filtrar o que que é importante, né? OK, compliance faz isso também. Precisa de alguém para entender que, pô, isso aqui é importante mesmo. O sistema falou que é importante, mas será que é? Será que é isso aqui é é relevante pra pra minha empresa? Se é relevante, vou transformar isso em projeto. Ao transformar em projeto, eu tenho que delegar a responsabilidades, porque eu que estou aqui fazendo o controle, vamos dizer que eu seja da área de compliance, né? É, eu não vou mexer com tecnologia, com o produto, com contabilidade, com tributação, com nada disso. Então eu vou delegar. Eu vou delegar isso aqui, passar, ó. O bruni é o cara de produto. O Bruno é o cara de tecnologia, então eu vou delegar a atividade para as pessoas de outras áreas também e vou cobrar. Né? Então, resumindo a minha fala aqui, precisa ter alguém responsável, precisa de governança. Perfeito, perfeito. O sistema? Não. Ainda não faz sentido sozinho pra gente, né? Precisa ali dos das pessoas com os chapéus. E bruni? E aí vem o outro lado do disso, né? O lado de produto que é, estamos monitorando o spipeline regulatório, tem alguém ali, tem as pessoas, tem Oo analista de compliance, tem Oo gestor de compliance, a equipe toda envolvida. Com sorte, tem uma plataforma bastante competente para ajudar nisso, com inteligência artificial inclusive, que está cada dia mais apropriada para esse tipo de trabalho. Mas e aí, né? Como monitorar isso tudo sem paralisar esse backloging de features tão importante para o produto? Olha, eu diria que eu queria ter conhecido AOK quando eu trabalhava no Itaú. Mas é. Eu lembro que parte do do chapéu, do gestor de produto, é sempre também estar atento à regulação, né? É toda empresa, seja banco, seja fintech e tudo mais. Tem ali o seu advogado interno, tal, sem quando é possível, né? Tem uma equipe de compliance e tudo mais, e tanto o advogado quanto a equipe de compliance, eles notificam a área de produtos. Olha, mudou a regulação, precisa adaptar isso ou aquilo. Para que a gente faça os projetos andarem, executar, né? E eu vivi ao longo, né, dessa, dessa minha trajetória. Várias mudanças assim que a regulação exigiu, né? Seja a tela que a gente precisa mudar na jornada do do consumidor, por exemplo, no crédito, de mostrar um resumo antes dele finalizar a contratação do crédito. Exibir o custo efetivo total do crédito e por aí vai. Ou até é como a gente faz. Essa trilha documental, vamos chamar assim, é da contratação do serviço financeiro que o cliente está fazendo, né? Às vezes tem que ter lá um contrato numa estrutura específica, que é a regulação exige, é. Ou então tem que fazer alguma outra, né? É adicionar vai uma camada de segurança. É no produto e por aí vai. Então assim, eu acho que muito importante pro gestor do produto, né? Seja product manager, seja analista e tudo mais. É sempre estar muito atento a regulação. Eu sempre, ao longo da minha carreira, também sempre tentei. Estar atento acho que é OK. Facilita muito para o por ter a biblioteca. A notificação é super instantânea, né? Pra pra quem precisa acompanhar. Então você pode ir lá, selecionar o tema que você quer acompanhar mais de perto e você consegue estar estar de olho, mas assim é. É é isso que vai definir roadmap. E quando você tem um roadmap em que você compete um novo desenvolvimento com uma adequação regulatória, não tem jeito. Você vai fazer a adequação regulatória primeiro porque você precisa estar com o Paint. É complicante, né? Pra estar. Disponibilizando o seu serviço financeiro para o seu consumidor, né? Então é, acho que é um pouquinho disso aí. Perfeito e vira diferencial competitivo também, né? Bruni? Quando a empresa consegue se total aproveitar com o ritmo daquela mudança que está vindo. Não total. E assim eu eu diria a mais que. É cada vez mais a competição, né? De tecnologia, ela é brutal, né? É, mas quem chega primeiro? Acaba deixando seu nome, né? Então é. A gente vê muito isso em vários mercados. EEE casos, mas é. Quando tem uma inovação regulatória, normalmente abre também novas oportunidades. E quem mergulha, né? Primeiro nessas oportunidades é quem sai na frente. Inteligência artificial generativa interpretando normas dirigindo contratos, ESG chegando a régua do Bacen e a agenda de Bank as a service, prometendo aí novos players com responsabilidade compartilhada. Então esse Tabuleiro aí que está se Armando para 2025 parece exigir ainda mais energia, mais sinergia entre inovação e compliance. Né? É, então, bruni, se você tiver que colocar um post-it ali na mesa de um fowder para navegar nesse cenário. Sem perder velocidade. Que que você escreveria ali, naquele post-it? Olha, tem muita coisa que eu escreveria, viu? Mas acho que. Pensando aqui, agora algo que eu é recomendaria para todo mundo que está abrindo 11 startup, uma fintech, tudo mais é principalmente para quem está olhando para serviços financeiros. É inova rápido, seja o primeiro, tenta buscar ser o primeiro nesse negócio e pensa na regulação. E como você se adequa a ela desde o início, desde o protótipo MVPE por aí vai. É isso vai fazer a diferença na sua escala. Depois, mais para frente. EE, uma frase assim que eu. Olho muito de perto assim é? O Bacen não terceiriza a responsabilidade. O Bacen vai atrás de quem falha com ele. Então é tem que ficar ligado nisso pra. Para montar um negócio saudável. Perfeito he thes not Forge he 2 not forget, né Bruno? Exatamente. E Eric, nesse, nesse, com esse Monte de tendências aí, qual que figura mais o seu radar como um possível terremoto para OCFOS para os controllers, que que tem o maior potencial aí de dar uma dor de cabeça para quem não estiver preparado? Cara, a gente já falou sobre várias tendências aqui, né? Mas eu vou destacar algumas questões normativas aqui, né? É uma mercado de de criptoativos, né, que tem 11. É regulação aí sendo desenhada ainda, né? Ainda tá meio engatinhando, é? Você tem regulação de. Evidenciação aí de SG. Né? O IFRSS1 IS 2 que tá chegando aqui. Pro pro pro Brasil também, né? Pro pro mundo todo. Dentro do universo banco central tem o novo cosif. Né? A gente acabou de ter 11. Baita de uma mudança na contabilidade bancária e já estamos vislumbrando mais um aí, né? Que é esse novo cosif. Mas eu só vou. Fazer 111 alteração aqui. Bruno, você falou de terremoto, né? Terremoto é algo que normalmente é ruim, então vamos chamar isso de onda gigante, que é a onda gigante. Alguns vão se afogar, surfar, pelo menos alguns vão fugir. Mas alguns vão surfar também. Não é boa? Boa, muito boa. Analogia. Excelente, muito bom, pessoal, agradeço muito a presença de vocês 2 hoje. Assim, a gente fecha o nosso primeiro episódio do futuro do compliance, né? Então a gente viu hoje que inova, é essencial. Mas como bem resumiu ali o post-it do bruni, né, tem que tomar cuidado com o ritmo da inovação e com os os requisitos. Todos os reguladores, né? Inova rápido, mas pensar no compliance desde o protótipo, como vocês disseram. Então é isso. Se você curtiu esse papo, siga o podcast no seu player favorito, avalie e compartilhe com quem vive esse desafio de fintech com o pessoal de banco, contabilidade e aproveito para visitarok.com.br. O kai.com.br. Lá você encontra a maior biblioteca de conteúdo de compliance em língua portuguesa e lá você tem acesso também à plataforma aqui compliance, que transforma normas em ações práticas usando inteligência artificial treinada para isso. Em breve, mais episódios. Deixo o alerta ligado, até a próxima ao futuro do compliance continua semana que vem.