Resultados Operacionais X Resultados Recorrentes

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Resultados operacionais x resultados recorrentes. Uma indústria do setor de alimentos possuía o seguinte Balanço no final do ano de 2099. Em janeiro de 2100, a companhia incorreu nos seguintes gastos. Cumpra prazo de matéria prima para o seu produto principal. 200. Investimento à vista em software, cinqüenta. Investimento à vista em melhorias em um imóvel alugado 300. Investimento à vista em máquinas e equipamentos 150. Compra a vista de materiais de escritório. 20. Provisionamento de salários, 100. A serem pagos no período seguinte, sendo que a companhia considera que 30% desse esforço é dedicado a atividades administrativas e o restante, a produção. O imobilizado da companhia é totalmente destinado à produção e tem vida útil estimada em 20 meses a partir do encerramento de 2099. Deprecie somente o imobilizado existente no final de 2099. No final de janeiro de 2100, a companhia vendeu metade do estoque produzido pelo valor de 200 a receber 45 dias depois. Ainda em janeiro, a companhia sofreu com uma enchente que a fez perder. 60% do estoque restante. Monte o Balanço e a dre da companhia no encerramento de janeiro de 2100 e, em seguida, destaque quais provavelmente são resultados recorrentes e quais são não recorrentes. Se fosse projetar o resultado dessa indústria com base no resultado histórico, qual o resultado líquido você tomaria como base? 10 ou 74? Provavelmente você respondeu 10, que é o resultado recorrente, ou seja, aquele baseado em receitas e despesas que provavelmente terão valores e ou proporções similares nos períodos subsequentes. A normatização contábil atual exige que as empresas segreguem na dre os resultados não recorrentes dos demais. Assim, por simplificação, poderíamos considerar que o resultado operacional, cuja denominação não é exigida pela norma contábil, é sinônimo do resultado recorrente. Muitas confusões são criadas por não se fazer a distinção adequada da definição de não operacional e de não recorrente. Talvez essa distinção seja inútil, já que a receita é uma apropriação dos benefícios econômicos das atividades da entidade e parece arbitrário classificar o resultado positivo na venda de um imobilizado, por exemplo, como receita não operacional ou. Como resultado não recorrente, já que este foi adquirido para ser usado na empresa. Em suas atividades operacionais. O imobilizado foi um dos fatores de produção e só porque fora vendido, seu resultado não é operacional.