Casos aplicados de uso de Derivativos, por empresas listadas na B3, em 2020: Caso Prático 2 - Suzano e Klabin

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Outro caso trouxe bastante comentário no mercado financeiro brasileiro em 2020 foi Suzano e klabin, 2 companhias muito relevantes no seu segmento de papel e celulose e que apresentaram resultados impactados pela variação cambial. Para a gente entender um pouco mais, essa aqui é a evolução da dívida. Da dívida do Ebitda. E a relação entre a dívida e o ebtida dessas companhias, assim como a gente tem bem claro, tem aqui ó esses gráficos, né? Mostrando aqui a receita e a dívida dessas empresas e comparando klabin em azul, Suzano em vermelho. Bem, é vale comentar aqui, do ponto de vista de volumes, tanto de receitas quanto de dívidas, a Suzane é uma empresa maior do que klabin. Então os números de Suzano são maiores, mas é. Suzano ela tem uma dívida valorizada muito grande e isso tem a ver com toda a necessidade de investimento que a companhia possui, só que esta dívida de volume alto e de longo prazo. Em momentos de alta de câmbio, como o que ocorreu no primeiro semestre de 2020 aqui no país. Traz um impacto importante de despesa de variação cambial sobre o resultado e reduz o lucro, que no caso de Suzano foi negativo nesse período que nós estamos analisando, que é o segundo trilho de 2020. Isso, claro, incomoda. Traz, né? Polêmica traz comentário dos investidores que querem entender o que está acontecendo. Especificamente sobre essa situação, eu fiz uma exploração detalhada e convido vocês para assistirem à entrevista que eu fiz no grande entrevista. Com OCFO preço zenio ou é professor Eric Eric Barreto também o entrevistou no canal no YouTube, em que aí ele abordou assuntos mais relativos à questão contábil. Mas na entrevista que eu fiz com ele no danc entrevista, OCFO explica que a estratégia adotada pela companhia de de rede ela é uma estratégia de. Dolarizar o endividamento associada a uma estratégia de. Garantir o resultado de curto prazo em reais, então a companhia combina vários derivativos. Vamos entender pouquinho mais. Então como é que estão aí essas estratégias aqui? Eu trouxe um destaque que esse eu trouxe do ITR de klabin, mas se você olhar o de Suzane, tem algo bastante parecido. Então, o que é que a companhia faz nesse swap, gente? Aqui ela tinha tomado recursos através da emissão de uma debênture 11 título emitido em reais ao custo de 114% do CDI que ela fez um swap em que ela trocou esta taxa CDI por variação cambial mais 5 40. Então vejam que aqui a companhia passa a dever dólar e dessa forma, na medida em que a taxa de câmbio sobe, essa variação cambial passa. Para a contabilidade. Sendo uma despesa financeira, porque nesse caso a companhia também não usa o Red accouunt, então todos esses efeitos. Indiretamente para o resultado? Bem, é aqui a ideia é que o foco é o caixa e essas companhias, se se se consideram companhias eminentemente exportadoras e de fato são e, portanto, a decisão de dever em dólar tem a ver justamente com criar um rede natural para essas exportações que vão acontecendo ao longo do caminho. Aqui, um destaque para aquela operação famosa chamada de zero cost color. E ela ficou famosa justamente porque ela apareceu não só na Suzano, mas em várias outras empresas listadas na b 3 como uma estratégia para a rede de curto prazo. Aqui, a companhia faz um rede para as exportações dolarizadas. Para se prevenir de uma baixa da taxa de câmbio. E dessa maneira mitigar o risco dessas exportações gerarem menos reais do que ela gostaria de receber nas Datas de recebimento da moeda estrangeira. Então vejam que nesse caso, gente, o gráfico deste color ele é parecido. Ele lembra aquele gráfico, né? De uma finda de NDF, lembra que olhamos para esse gráfico num vídeo lá em que comparamos ele com opções? Sim. Ou uma venda de MDF pura e simples? Ela seria um gráfico em que a gente teria que ou uma única reta. A companhia recebe quando o câmbio cai, né? Porque nesse caso ela está vendida, ela está fazendo head de exportação, então ela recebe um movimento debaixo de câmbio e paga num movimento de alta de câmbio. Vejam que nessa estrutura de cólon, em vez de ter uma única taxa, tem 2 taxas de câmbio. E nesse exemplo que eu trouxe do. ITR do primeiro trimestre de 2020 da Susana. A gente tinha aqui uma estrutura. Na verdade, consegue ver aqui que ela, ela fez vários desses dessas operações de cover. A gente tem operações para diferentes trimestres e Ela Foi colocando a taxa de câmbio que ela usou na máxima, é a mínima, que são justamente os preços de exercícios da cole e da ponte aqui nessas estruturas. Então, nesse exemplo que eu coloquei aqui, eu. Usei essa taxa média aqui. E só pra ilustrar, pra te mostrar como é que funciona, você poderia desenhar esse gráfico pra todas as estruturas, mas o efeito sempre vai ser esse, ou seja, esses eurocos gente também tem, claro, a sua marcação, a mercado, o seu ajuste e isso tudo vai para o resultado. Bem dessa forma, vejam aqui que a companhia recebe quando a taxa de câmbio cai. E paga quando a taxa de câmbio sobe, ou seja, gente nesse movimento de ata de câmbio, câmbio, câmbio acima de 5 BRL, como houve neste período, aí no primeiro semestre de 2020. As companhias precisaram reportar a marcação ao mercado e ajustes negativos nesses nessas operações de Collor. E isso, mais uma vez, impactou negativamente. O resultado incomodou alguns acionistas. O que a gente pode ver analisando essa demonstração financeira é que a companhia não usou nenhum tipo de derivativo tóxico, não. Nada parecido com aquilo que que aconteceu lá na crise de 2008 com algumas empresas. Mas sim, ela fez uma combinação de estratégias de Red dolarizando. Eu, o seu caixa. E do ponto de vista do resultado, essa dolarização do caixa num movimento de alta de câmbio produziu despesas financeiras importantes, né? Por causa dessa variação cambial que precisa ser refletida na contabilidade. E aí, claro, né? Ficou uma certa polêmica e tem uma parte das notas explicativas que podem nos ajudar a entender melhor essa situação puxa vida entre essa exportadora, nos. Dá prejuízo quando o câmbio sobe. Que estranho. Bom, quando a gente vai para a nota explicativa de gestão de risco, de fato, gerenciamento de risco, fatores de risco. Algumas companhias trazem isso logo no início das nossas explicativas, outras trazem mais para o final, mas essa é uma nota muito rica para a gente entender melhor os fatores de risco a que as companhias estão sujeitas e como elas usam os derivativos para se proteger. Aqui, esse é darklabin. A klabin mostra que em cenários de alta da taxa de câmbio, o que acontece, gente, é que ela perde. EE não fui eu que falei que perde, não foi ela que escreveu que perde? Eu não gosto muito de usar essa nomenclatura, já falei para você, né? Mas a companhia usa muito essa nomenclatura, tá? Se a gente olha a demonstração financeira, ela própria fala sobre os resultados de derivativos, é como ganha e perde, tá? Então ela coloca aqui que ela perde toda vez que o câmbio sobe. E isso sobre todas essas situações que ela possui, envolvendo o caixa e seus recebíveis, seus compras a receberem, envolvendo os seus. Diversos ativos e passivos na moda estrangeira e os seus financiamentos? Então, como a exposição cambial líquida que é devedora porque existe 1 o volume grande de endividamento de longo prazo, ela. Não consegue se beneficiar da alta da taxa de câmbio, embora seja exportadora, justamente por causa do descasamento de prazo que existe nesta situação. Convido você gente a ler mais e se informar mais sobre essa história envolvendo klabin e Suzano, que deixo aqui alguns links, algumas sugestões de leituras e vídeos para complementar isso que nós acabamos de debater.