Perdas esperadas

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A primeira coisa que a gente deve saber e entender é que a gente está fazendo essa provisão relacionada ao risco de crédito utilizando o modelo de perdas esperadas que que significa isso no IA S39? Para quem já utilizava IFRS antes, OIA S39 falava em perdas incorridas. Quer dizer, a gente só fazia esta provisão quando tinha algum evento observável, né? Alguma informação observável que? É, é nos fizesse concluir que já ocorreu uma perda. Ou seja, eu faria uma provisão quando já tivesse um atraso acima de uma quantidade de dias quando tivesse falência do devedor. É uma recuperação judicial, né? Alguma alguma informação observável que nos levasse a concluir que isso é uma perda efetiva? Agora IFRS9 e nas novas normas do banco central, nós estamos falando de perdas esperadas. Quer dizer que nós devemos olhar para hoje? Devemos olhar para o histórico também para imaginar quais são, qual que é a perda esperada para uma dada carteira de ativos financeiros e não só de ativos financeiros, mas também aquelas perdas esperadas sobre os ativos que ainda vão vir, porque instituição financeira muitas vezes concede limites de crédito para cliente. Muitas vezes concede. Garantias como cartas de crédito, cartas de fiança, então esses valores a quem ainda não foram desembolsados pela instituição ainda não são ativos na instituição, mas representam risco se a instituição tiver que honrar esses instrumentos. Aqui, ela vai ter que desembolsar e aí sim, eles vão virar ativos e podem, é potencialmente gerar perdas, tá? Por isso, AAA as perdas esperadas são calculadas sobre esses valores também, tá? Então, perdas esperadas a gente olha pro histórico de perdas pra ter uma noção ali de quanto foi a perda histórica da instituição, né? Mas a gente também tem que olhar pro futuro, você tem que ter no seu modelo de perdas de crédito algum elemento prospectivo.