Parâmetros mínimos de perdas esperadas
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Eu vou falar aqui de alguns parâmetros mínimos para serem considerados no cálculo das perdas esperadas. Primeira coisa que o artigo 40 da 4966 fala é de probabilidade de ocorrência de inadimplência ou de um evento de perda que usualmente a gente chama de probabilidade de default PD. Então a gente deve considerar a probabilidade de ocorrer um. Atraso superior a 90 dias, a probabilidade de acontecer uma falência, né? A probabilidade do ativo entrar naquela situação de ativo problemático tá? Então quando a gente fala de PD, é a probabilidade dele virar um ativo problemático, não é? Ao AA probabilidade de ocorrer uma perda definitiva ainda, isso ainda não é a perda esperada isso aí. Pedacinho da perda esperada, que é relacionado à probabilidade de acontecer este evento de perda para calcular PDA, gente precisa considerar condições econômicas atuais. E futuras, tá? São condições econômicas projetadas, além da probabilidade de default. A gente precisa considerar também a recuperação do crédito ou porque vários ativos vão virar ativos problemáticos, né? Vão ter um atraso superior a 90 dias. Cliente vai entrar em recuperação judicial ou alguma coisa do tipo, né? Mas a instituição ela consegue recuperar uma parte desses ativos por meio de suas ações de cobrança por meio de recuperação de garantias e, obviamente, pra fazer recuperação. A instituição tem custos, tem. Custos de recuperação tem custo de advocatício, custos processuais? Tá? Então a gente precisa considerar esses custos de transação aqui na. A conta e obviamente precisa considerar também o valor do dinheiro no tempo. Por quê? Vamos supor o seguinte, um cliente deveria pagar uma obrigação hoje e eu consigo recuperar o valor desse da dívida desse cliente. Mas isso vai demorar. Tem um processo. Depois eu vou ter que vender a garantia em um leilão, então tem um processo demorado, então vamos supor que eu recupero isso daqui 12 meses, tá ou daqui 24 meses é a minha estimativa, a gente sabe que o valor de um de um item daqui 12 meses, daqui 24 meses, não é a mesma coisa da gente recuperar esse valor hoje, então a gente precisa considerar o efeito do valor do dinheiro no tempo. Tudo isso no geral. É a gente resume em um parâmetro chamado lgd ou Los given defou. Quer dizer, uma vez que aconteceu o default, uma vez que aconteceu um evento de perda, eu quero saber qual é a perda efetiva, né? O Lost give and default, que normalmente a gente calcula como 1 −, 1 taxa de recuperação, por exemplo, se. Eu recupero 40% dos ativos que entram em default. Se eu recupero 40%, a minha é LGD. Vai ser 1 − 40%. Ou seja, a minha LGD vai ser 60%, tá? Eu recupero 4040 e perco 60. É o Lost Los given defol muito bem e o terceiro parâmetro, que é mencionado no artigo 45 da resolução 4966, diz respeito à base de cálculo. A base de cálculo da nossa provisão, que normalmente a gente chama de EAD ou exposior at defou es. Ao risco de crédito. Bom, aqui a gente tem o valor contábil bruto de ativos financeiros, né? Qualquer ativo financeiro que for mensurado ao custo amortizado, a gente vai calcular AAAA, provisão pra perda de crédito, o valor presente de operações de arrendamento mercantil, lembrando que as operações de arrendamento mercantil operacional elas não têm os. Recebíveis contabilizados no Balanço mas se a gente tiver perdas esperadas sobre as parcelas desses ativos, a gente vai é fazer uma provisão sobre essas parcelas também que mais valor de desembolsos estimados vinculados à garantia, então valor presente é relacionado aí aos desembolsos. Vamos botar só uma setinha, uma setinha para baixo aqui, né? Desembolso relacionado. A garantia. Então aqui a gente precisa considerar a probabilidade dessa garantia geral, um desembolso e depois a probabilidade de dessas garantias que o banco teve que honrar, que ele teve algum desembolso com a probabilidade dele não recuperar isso, com a probabilidade dele ter 11 perda mesmo. A gente tem aqui o valor presente também de uma estimativa de utilização. Utilização de compromissos. De liberação de crédito tal os limites concedidos pelas instituições financeiras aos clientes, né? E vão colocar mais um aqui nesse item. Valor presente de créditos a liberar. Tá? Então a gente está falando aqui nesses últimos itens de créditos que ainda não foram liberados, que ainda não viraram ativo financeiro, tá, mas que uma instituição? Ela se comprometeu com um cliente ou ela deu um limite para um cliente e ela não tem tempo disponível pra cancelar esse limite antes do cliente fazer um saque? Quando o cliente entra numa situação aí de de aumento de risco de crédito, então, por conta disso, esses limites entram na conta também. Mas pra esses caras aqui. Está falando de um valor presente quando eles tiverem no estágio um. A gente tá falando do valor presente, de uma estimativa de utilização de limites e essa estimativa? Ela quando a gente tá falando de ativos no estágio um, ela é uma estimativa de valor presente dos primeiros 12 meses. A gente não vai falar da da, da, da vida inteira desses ativos, então é valor presente de uma estimativa de utilização. Desses créditos a liberar ou dos? De crédito nos próximos 12 meses, isso aqui normalmente a gente chama comum utilizar 11 termo, aí OFCC fator de conversão ao crédito, fator de conversão ao crédito. Por quê? Porque eu tenho limites concedidos, eu tenho é alguns créditos a liberais. Isso não virou crédito ainda, né? Então eu tenho antes de falar de perda de crédito, eu tenho que falar de qual é a probabilidade desse contrato ser. Convertido em crédito dele virar um ativo financeiro.