Sua marca está na rua: e se ela estiver sendo usada por criminosos?

Sua marca está na rua: e se ela estiver sendo usada por criminosos?

Você pediria um carro de aplicativo sabendo que ele pode ser dirigido por alguém com ficha criminal? 

Confiaria seu endereço a um entregador que não passou por nenhuma verificação? 

Pois é! Exatamente isso que está acontecendo hoje, todos os dias, com milhares de brasileiros. Pessoal trabalhando para o grande público sem qualquer filtro reputacional. Resultado: maior eventos relacionados à Assaltos, sequestros e fraudes estão sendo cometidos por pessoas que se camuflam com mochilas e adesivos de empresas conhecidas. 

O problema não é só de segurança pública — é de responsabilidade social.

O processo de Conheça Seu Colaborador (KYC) e Conheça Seu Terceiro/Parceiro de Negócios (KYP) é frequentemente associado ao mercado financeiro e setores regulados para prevenir fraudes, lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Mas esse cuidado não deveria ser restrito a instituições reguladas.

Hoje, qualquer empresa que atua com grandes redes de prestadores de serviço e atendimento ao público precisa adotar essas práticas como parte de sua responsabilidade social. Isso vale especialmente para aplicativos de transporte, delivery e logística.

Estamos vivendo um cenário preocupante: criminosos e organizações criminosas se infiltram, disfarçados de motoristas ou entregadores, operadores de franquias — usando carros com logos, motos, estabelecimentos, mochilas com marcas famosas e perfis aparentemente verificados — para cometer assaltos, golpes e até crimes mais graves. O impacto disso vai muito além da reputação de uma marca: coloca a vida de consumidores e de trabalhadores honestos em risco.

Por isso, é hora de tratarmos o processo de verificação e seleção de colaboradores e terceiros como uma medida de segurança pública. Separar o joio do trigo começa com uma análise criteriosa de quem está ingressando na rede. E não é apenas uma obrigação ética — é uma estratégia de proteção para o negócio, dos clientes e dos próprios parceiros de serviço - é sobretudo questão de responsabilidade social e integridade do negócio.

Aplicativos que conectam milhares (ou milhões) de pessoas precisam incorporar práticas ESG com seriedade. Isso inclui:

  • Políticas claras de verificação de antecedentes e diligências do Conheça seu Colaborador;

  • Monitoramento ativo de incidentes e comportamentos suspeitos e pró-atividade junto ao Poder Público e órgãos de segurança pública;

  • Ferramentas de denúncia acessíveis e eficazes, com acompanhamento dos casos de fraudes e compartilhamento de informações e alertas aos consumidores e às autoridades policiais;

  • Adoção de práticas e protocolos de atendimento e circulação baseado no risco inerente à atividade. Exemplo: entregadores, devem no mínimo, retirarem seus capacetes ao pararem e se identificarem na abordarem em prédios.

  • Investimento em tecnologia para validar dados de identificação e controlar a localização dos prestadores dos serviços cadastrados e respectivos equipamentos da marca, como mochilas personalizadas, e com rastreamentos dos prestadores, em tempo real!

  • Atualização cadastral e monitoramento contínuo dos prestadores de serviços ingressos às redes e aplicativos.

Mais do que oferecer conveniência, essas plataformas devem garantir um ecossistema minimamente seguro para todos os envolvidos.

Se uma marca está estampada em um carro, em uma moto ou em uma mochila, ela também está envolvida — e tem responsabilidade direta sobre o que ocorre naquele encontro entre um prestador de serviço e um consumidor.

É tempo de agir com responsabilidade social, não apenas por pressão regulatória. Adotar processo de Conheça o Seu Parceiro e Colaboradores é fundamental para a segurança da cadeia de fornecimento de produtos e serviços.

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